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Sylvio Fragoso

Sylvio Ourique Fragoso, nascido em 13 de setembro de 1937 no bairro da Penha, município de São Paulo, é o caçula de 5 irmãos, filhos de Raul Antônio Fragoso, respeitado professor de Matemática e de Lourdes Ourique Fragoso. Fez-se, ao longo de sua vida, um homem de invejável cultura e erudição.

Iniciando na infância sua paixão por livros, sua biblioteca particular consta, hoje, de pouco mais de 4.500 títulos.

Quando ainda adolescente escrevia contos, tendo obtido o 1º lugar em concursos ginasianos. Participou também de torneios em revistas especializadas em charadas.

Ingressando como Desenhista no serviço público do município de Guarulhos e honrando os princípios que esposava como homem público, como maçom e como espírita sempre recebeu menções da Câmara Municipal de Guarulhos, alçando a cargos através de concursos públicos e nunca por indicações políticas, chegando ao cargo de Diretor do Departamento de Cultura, posto em que se aposentou.

Quando da criação da Academia Guarulhense de Letras já tinha alguns trabalhos publicados em revistas, jornais e livros de circulação nacional, alguns com penetração em países vizinhos, uns em seu nome e outros sob o pseudônimo Shanning. E, como bem poucas pessoas sabiam quem era Shanning, o resultado foi que recebeu duas indicações para a Academia, até que tudo se esclarecesse. Teve a honra e o mérito de ocupar a Cadeira de Olavo Bilac.Sylvio Fragoso

Como Psicólogo Clínico, teve seu consultório por 11 anos, e como incansável pesquisador, trouxe à luz Poesias e artigos sobre Filosofia, Literatura, Psicologia, Parapsicologia, Ciências Psíquicas, Espiritismo, Cultura Indígena, Língua Tupi e Cultura Nordestina, especialmente sobre o Cangaço. Em História dedicou-se com afinco, publicando trabalhos sobre a Inquisição, Inconfidência Mineira e trabalhos científicos sobre o Santo Sudário.

Dedicado à música, além de compositor e arranjador, tocava vários instrumentos, a maioria deles aprendidos autodidaticamente.

Como membro da Maçonaria, fundou com “irmãos” uma loja maçônica em Guarulhos.

Como Diretor do Departamento de Cultura, enriqueceu o município de Guarulhos com incontáveis obras e eventos culturais, criou importantes museus, sendo que o de Ciências Naturais e uma praça pública, levam, hoje, seu nome, em justa homenagem.

Sua perspicácia crítica, sempre bem fundamentada em sua vasta cultura do Latim Arcaico e de Heráldica, fê-lo encaminhar um parecer sobre erros no Brasão de Guarulhos, que foi corrigido por ele mesmo e que agora estampa, corretamente, os papéis oficiais do município.
No meio espírita, iniciou seus estudos por volta de 1967, tornando-se dirigente de um grupo de estudos espíritas. Fez inúmeras palestras em centros de São Paulo e de Guarulhos, foi fundador, dirigente e doutrinador do seu próprio centro: Núcleo Espírita Orvalho de Luz, a partir de 1982. Publicou diversos artigos, inclusive publicados em países vizinhos.

Sua vida, inteiramente dedicada à cultura, aos valores éticos e morais e à honestidade, jamais será esquecida por aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e, principalmente por nós, sua esposa e filhos, que tivemos a felicidade de um convívio estreito, onde aprendemos com ele mesmo que “o concretismo das palavras não traduz a subjetividade dos sentimentos”.

Desencarnou em 10 de fevereiro de 1995, em sua residência.

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